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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Novo ponto eletrônico passa a valer a partir de janeiro de 2012, diz ministério

Controle da jornada emite recibo quando empregado bate ponto. 
Sistema é para 5% do total de empresas que já têm relógio eletrônico.
Do G1, em São Paulo

Aparelho vai imprimir comprovante a cada 'batida'
de ponto. (Foto: Reprodução/TV Globo)

A adoção do ponto eletrônico foi adiada pela quarta vez e passa a ser obrigatória a partir de 1º de janeiro de 2012, segundo portaria do Ministério do Trabalho publicada nesta segunda-feira (3) no "Diário Oficial da União". O sistema deve ser instalado em todas as empresas com mais de 10 empregados que já usam equipamento eletrônico para o registro da jornada de trabalho. A expectativa é que a medida fosse regulamentada e passasse a ser obrigatória nesta semana.

Na portaria n° 1979, publicada nesta segunda, o ministro Carlos Lupi afirma que, "considerando que foi concluído o diálogo social tripartite e após avaliação das manifestações encaminhadas ao Governo Federal", decide alterar a data para início da utilização obrigatória do Registrador Eletrônico de Ponto (REP), "de modo improrrogável", para o dia 1º de janeiro de 2012.

A obrigatoriedade de ação do sistema havia sido adiada outras três vezes. Primeiro, era prevista para setembro do ano passado. Depois, para março e então setembro deste ano. Entidades como a Força Sindical, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), haviam pedido ao governo mudanças nas novas regras.
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Na última semana de agosto, foi realizada a última reunião do grupo de trabalho criado para discutir o novo ponto eletrônico. Empresários apresentaram alternativas ao REP, mas elas não foram aceitas por representantes doMinistério do Trabalho. Os empresários haviam sugerido que as empresas tivessem a opção de registrar os horários de entrada e saída dos empregados por meio de sistemas eletrônicos, com certificação digital, e tirava a necessidade da concordância do trabalhador com o sistema alternativo ao novo ponto eletrônico, já que dispensava o acordo coletivo para utilizá-lo.

Venda de aparelhos
A Associação Brasileira das Empresas Fabricantes de Equipamentos de Registro Eletrônico de Ponto (Abrep) informa que até final de julho deste ano já foram vendidos 260 mil equipamentos desde que a portaria foi lançada. Não há números atualizados.

Dimas de Melo Pimenta III, presidente da Abrep e vice-presidente da Dimep, fabricante de aparelhos de ponto eletrônico, informa que a procura no mês de agosto, quando o novo ponto estava previsto para entrar em vigor em 1º de setembro, aumentou em 50% em comparação com os meses anteriores. Já em setembro, o aumento foi de 20% na procura em relação aos demais meses. Segundo Dimas, a procura tem sido maior por pequenas e médias empresas.

Dimas diz que, por causa da competitividade e da evolução dos próprios equipamentos, os valores dos aparelhos caíram a ponto de custarem o mesmo que os relógios usados antes do lançamento da portaria 1.510.

“Os aparelhos tiveram preço reduzido desde os primeiros meses de comercialização para cá. Os mais simples para as pequenas e médias empresas têm valor médio de R$ 1,7 mil. Já os mais caros custam cerca de R$ 3,8 mil”, diz.

Segundo Dimas, o tempo médio entre a implantação e o funcionamento do aparelho é de cerca de três semanas para pequenas e médias empresas (que tenham entre 50 e 100 funcionários). “Tem que cadastrar funcionários, criar regras, treinar os empregados e fazer ajustes de procedimento interno da empresa”, diz. De acordo com ele, é comum as empresas colocarem um relógio por departamento para ter uma medição mais precisa do horário dos empregados.

"Quanto mais próximo [o ponto eletrônico] do funcionário, melhor para medir o horário e sai mais barato ter perto do departamento do que pagar hora extra. Hoje a tendência é usar equipamentos menores e mais pulverizados", afirma Dimas.

As empresas que optarem por usar o novo ponto eletrônico devem preencher o cadastro dos equipamentos no site do Ministério do Trabalho e Emprego, através do endereço eletrônicohttp://portal.mte.gov.br/pontoeletronico. O cadastro é para que os empregadores se protejam contra eventuais fraudes. No site do Ministério do Trabalho existe uma lista das empresas e aparelhos homologados. São 29 empresas e 117 modelos de relógios homologados.

Como é o novo ponto
O ponto eletrônico está programado para emitir um comprovante a cada vez que o empregado bater o ponto, além de o relógio não poder ser bloqueado nem ter os dados editados.

Ouvidas pelo G1 em junho de 2010, as entidades criticavam, entre outros aspectos, a obrigação de impressão do comprovante, o custo para adquirir os novos relógios e a possibilidade de demora e geração de filas enquanto os trabalhadores aguardassem para a emissão do papel. Em julho, o ministério divulgou comunicado dizendo que o processo seria rápido e não provocaria filas.

A portaria diz que nos primeiros 90 dias após a entrada em vigor da obrigatoriedade, a fiscalização terá caráter de orientação. Nas duas primeiras visitas à empresa, o auditor-fiscal do trabalho dará prazo de 30 a 90 dias para as empresas se adaptarem. A partir da terceira visita é que começa a ação repressiva, segundo o ministro Lupi.
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domingo, 2 de outubro de 2011

Edital do INSS está quase pronto

JC&E – A espera pelo novo concurso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pode estar próxima do fim. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Previdência Social (MPS), que é vinculado ao órgão, o edital com duas mil vagas de técnico e 500 de perito está quase pronto; faltam apenas alguns detalhes para finalizá-lo. A assessoria obteve as informações junto ao departamento de recursos humanos da instituição, que também garantiu a existência de cadastro reserva para os dois cargos no futuro processo seletivo.

O posto de técnico previdenciário requer nível médio; atualmente, o salário inicial para a carreira pode chegar a R$ 3.522,49, valor que inclui as gratificações. No caso dos peritos médicos, a exigência é o nível superior em medicina, além de registro no conselho regional da classe; a remuneração da categoria não foi especificada, mas em 2010 o vencimento era de R$ 4.149,89.

O edital continua previsto para ser lançado neste semestre, mas primeiro o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) precisa formalizar a autorização do concurso no Diário Oficial da União. Assim que for autorizado, em pouco tempo ocorrerá a divulgação do documento e as inscrições serão abertas, revelou a assessoria do MPS.

Embora o aval da ministra Miriam Belchior, responsável pela pasta do Planejamento, não tenha sido publicado nos veículos da imprensa nacional, a presidente Dilma Rousseff declarou que o instituto poderá realizar seleção pública. O anúncio foi feito em julho deste ano no Palácio do Planalto, mas, na ocasião, a presidente não mencionou número de vagas e cargos.

A assessoria do Ministério da Previdência Social informou que o INSS ainda não definiu a organizadora do processo seletivo, pois aguarda o sinal verde do MPOG.

O concurso pode ser considerado um dos mais esperados nos últimos meses. E não é à toa, afinal, o órgão tem como objetivo implantar mais 720 novas agências em todo o país até 2014. Algumas dezenas estão funcionando, porém, a maior parte das unidades não foi inaugurada devido à falta de servidores na instituição. Há, inclusive, agências totalmente equipadas que mantêm as portas fechadas por conta desta carência (decorrente de aposentadorias, falecimentos e exonerações), estimada em dez mil funcionários.

A contratação dos 2.500 profissionais tem caráter de urgência e a nomeação do novos colaboradores está prevista para março do ano que vem. O instituto necessita que muitas outras oportunidades sejam liberadas, mas a iminente autorização já é um passo importante. Em agosto deste ano, o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, chegou a anunciar em seu Twitter que o edital para técnico e perito sairia no mês de setembro, mas logo em seguida se manifestou dizendo que não divulgaria mais informações sobre a seleção no microblog.

O JC&E entrou em contato com o Ministério do Planejamento para confirmar se a pasta pretende publicar o despacho que autoriza o processo seletivo no Diário Oficial ainda este ano; o quantitativo de postos também foi questionado. A assessoria do MPOG reconheceu que o concurso é prioritário, mas afirmou que os detalhes acerca do pedido enviado pela instituição continuam sob análise: “A única informação oficial existente até o momento é que reforçar o atendimento nas agências do INSS é uma das prioridades para 2012. Portanto, entre as 55 mil contratações que a ministra Miriam Belchior estima que venham ocorrer em 2012, estão as que serão autorizadas no concurso para o órgão”.

Preparação -

Carreiras de nível médio com salários atrativos são as que mais chamam a atenção dos concursandos. Se você é um dos que pretendem encarar a disputa por uma vaga de técnico, o conteúdo programático do edital que o instituto lançou em 2007 pode auxiliá-lo nos estudos. A seleção, organizada pelo Cespe/UnB, ofereceu 1.400 chances para o cargo e consistiu em provas objetivas de conhecimentos básicos, complementares e específicos. Confira no quadro ao lado.

Polícia Civil de Minas Gerais abre concurso para delegado e escrivão

349 VAGAS
A Polícia Civil de Minas Gerais abriu concursos públicos com 144 vagas para delegado e 205 vagas para escrivão de polícia, com salários que chegam a R$ 5.716,87.As taxas de inscrição custam R$ 114,33 para delegado e R$ 40,83 para escrivão. O período para se inscrever vai de 9h (horário de Brasília) do dia 27 de setembro às 23h (horário de Brasília) do dia 26 de outubro de 2011. 
Acesse o site http://www.acadepol.mg.gov.br/ e confira os editais.

Uma banda da Justiça sob investigação

02/10/11
Uma banda da Justiça sob investigação



Trinta e dois desembargadores de todo o país estão sendo investigados atualmente pelo Conselho Nacional de Justiça, alguns com fortes indícios de irregularidades no exercício do cargo. Outros 13 já foram condenados pelo órgão. O número de procedimentos investigativos em andamento chega a 52, já que um magistrado pode responder a mais de um procedimento. Estão abertas 38 sindicâncias (fase inicial de investigação, em que se apura se há indícios contra o magistrado) e 14 Processos Administrativos Disciplinares (PADs), fase posterior às sindicâncias em que já há indícios fortes de irregularidades. Dos 32 desembargadores investigados pelo CNJ, há indícios fortes contra sete, que respondem a PADs. Outros 25 são acusados em sindicâncias.
Escrito por Magno Martins, às 03h20


Caixa comunica ao Supremo desistência de 483 processos

Notícias STF
Sexta-feira, 30 de setembro de 2011
aixa comunica ao Supremo desistência de 483 processosRepresentantes da Caixa Econômica Federal (CEF) comunicaram ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, que o compromisso de desistência de processos em trâmite na Corte - anunciado no dia 3 de junho deste ano - foi cumprido. Nesses três meses, dos 512 processos, a instituição desistiu de 483, permanecendo apenas 29 no STF.O ministro Cezar Peluso considera esta uma atitude benéfica para o jurisdicionado e para a justiça, tendo em vista que a própria empresa não deve ter a obrigação de recorrer de todas as ações em que há um indicativo de entendimento do Judiciário sobre a matéria.Segundo o presidente da CEF, Jorge Hereda, a equipe jurídica da instituição, desde junho, trabalhou no sentido de diminuir os processos de autoria da Caixa no Supremo, além disso afirmou que nesse período somente um recurso foi interposto no Supremo. “Há três meses estivemos aqui com o ministro e dissemos que nós queríamos fazer um esforço para reduzir o número de processos”, disse, ressaltando que nesse período vários processos foram pactuados ou houve desistência da Caixa com relação à apelação.“Isso é parte de uma política da Caixa de conciliar, de tratar as suas demandas judiciais com a racionalidade que uma empresa do porte da Caixa precisa ter e, com isso, dar nossa contribuição para evitar mais trabalho ao Supremo em ações que a gente tem pouca chance de ter sucesso”, destacou. Conforme ele, “quase 500 processos foram baixados [retirados] do Supremo”.O presidente da CEF afirmou que os processos que permaneceram no Supremo são importantes porque tem grande repercussão na Caixa “como, por exemplo, a questão da alienação fiduciária, da questão extrajudicial”. Este processo, segundo ele, pacificou a matéria e deu segurança jurídica aos créditos imobiliários no Brasil.Ele informou que a CEF tem uma grande quantidade de processos em curso em outras instâncias da Justiça e que vão ter o mesmo tratamento, impedindo que mais processos cheguem ao Supremo. “Estamos seguindo com essa política e vamos aprofundar isso em todos os tribunais, estabelecendo um procedimento de conciliação, mesmo fora do Judiciário, com relação ao que a gente achar que é possível. Portanto, vamos diminuir muito não só os custos para a Caixa, mas também em relação à nossa demanda para o Judiciário. Essa é a nossa intenção”, finalizou.O diretor jurídico da CEF, Jailton Zanon, disse que “felizmente o trabalho foi muito bem desenvolvido e superou as expectativas da Caixa”. “Pensávamos ter algo em torno de 100 e nós conseguimos chegar apenas a 29 recursos”, salientou.Critério de desistênciaConforme Zanon, o critério inicial imaginado pelos advogados da CEF foi confirmado. “Nós identificamos que a Caixa tinha no Supremo, por exemplo, recursos relativos a causas de pequeno valor e causas em que já havia jurisprudência em desfavor da Caixa. Também tínhamos recursos de matérias que, embora a jurisprudência pudesse ser discutida, apresentava um valor muito pequeno que não justificava uma demanda”, disse.“O Supremo, hoje, discute a constitucionalidade do Decreto-lei nº 70, que é a execução extra-judicial; juros das cadernetas de poupança; competência para julgar ações de complementação de aposentadoria”, informou.Autorização para recorrerPara diretor jurídico da Caixa, não adianta a instituição desistir de processos no passado e, no futuro, apresentar novas demandas. “A Caixa nos deu a missão de buscar equacionar o processo em definitivo aqui no Supremo. Então, além da desistência dos recursos já existentes desde junho deste ano, nós já implantamos o regime de que para recorrer ao Supremo o nosso advogado precisa obter autorização superior, no caso da Diretoria Jurídica”, ressaltou.Desde então [início de junho], foi interposto apenas um recurso da Caixa no Supremo, segundo Zanon. “Antes, a regra era recorrer sempre, o advogado buscava autorização para não recorrer. Agora, nós invertemos a nossa regra aqui no Supremo e o advogado precisa demonstrar que a causa merece a atuação do Supremo, para posteriormente recorrer”, completou o diretor jurídico.

O próximo tribunal no qual a CEF fará um trabalho semelhante será o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Maiores litigantes

De acordo com números divulgados, em março deste ano, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na pesquisa “Supremo em números”, a Caixa Econômica Federal (CEF) está em primeiro lugar na lista dos dez maiores litigantes. Em seguida está a União, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Estado de São Paulo, Banco Central, Estado do Rio Grande do Sul, Município de São Paulo, Telemar Norte Leste S/A, Banco do Brasil e Estado de Minas Gerais. O setor público é responsável por 90% dos processos em tramitação na Corte (sendo 87% do Poder Executivo e 3% do Ministério Público).

Terminam nesta quarta-feira as inscrições para oportunidades de trabalho em Noronha

As vagas são para a área de educação; salários podem chegar até R$ 3 mil

Da Redação do pe360graus.com

Estão abertas, até esta quarta-feira (21), 164 vagas para profissionais da área de educação que queiram trabalhar na Ilha de Fernando de Noronha. As oportunidades são para todos os níveis de escolaridade com salários que variam de R$ 1 mil a R$ 3 mil.

Os candidatos devem se inscrever no Palácio São Miguel, sede da administração de Noronha. A inscrição também pode ser feita através de procuração. O atendimento é de segunda a sexta, das 8h às 14h. O critério da seleção será a análise de currículo. Para todos os cargos é exigida a experiência mínima de seis meses e o contrato tem duração de dois anos, podendo ser prorrogados por mais dois.

Para outras informações, o candidato pode acessar o site www.noronha.pe.gov.br ou ligar para o Palácio São Miguel (81) 3619.0800.

Decisão do STF anima dentista que luta na Justiça por vaga em concurso

Supremo decidiu que aprovado no limite de vagas deve ser nomeado.
Veja histórias como a do oficial de Justiça que esperou 9 anos por posse.

Marta CavalliniDo G1, em São Paulo

Há um ano Antonio Augusto Unbelino Jr. espera decisão da Justiça para trabalhar como dentista na Prefeitura de Duque de Caxias (RJ). Ele prestou concurso com 117 vagas em disputa e ficou em 84º lugar. Em 2009, começou a buscar ajuda do Judiciário para garantir a posse. Atualmente, tem um recurso paralisado há um ano no TJ-RJ porque o juiz que cuidava do processo quis esperar entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre o assunto.
Eu fiquei traumatizado, mas agora é certo que eu vou conseguir"
Antonio Augusto Unbelino Jr, dentista aprovado para vaga na Prefeitura de Duque de Caxias (RJ)

Com a decisão do STF do último dia 10 (de que aprovados em concursos públicos dentro do número de vagas têm direito à nomeação), o dentista está esperançoso em ganhar o recurso.

“Os candidatos terão mais ânimo para estudar porque saberão que vão assumir o cargo. Eu fiquei traumatizado, mas agora é certo que eu vou conseguir”, afirma.

A decisão do STF tem o efeito conhecido como repercussão geral, portanto, segundo advogados ouvidos pelo G1, cria uma tendência que poderá ser seguida por outros tribunais. No Superior Tribunal de Justiça (STJ) já existia há quase uma década a interpretação em favor do direito à nomeação. Foi assim que Claudio Morandi Romano, de 48 anos, conseguiu assumir o cargo de oficial de Justiça em São Paulo, após 9 anos de batalha.
Claudio Romano esperou 9 anos para assumir como oficial de Justiça em SP (Foto: Raul Zito/G1)

O concurso que Romano prestou foi homologado em 1999. A poucos dias de acabar a validade da seleção, em 2003, como não havia sido chamado a assumir o posto, ele entrou com mandado de segurança. "Passei 2 anos estudando, trancado no quarto, não sabia o que era família. É muito investimento para não conseguir a vaga. Você ouve sua filha bater na porta e tem que arrumar desculpa pra não poder ficar com ela”, lembra.
Passei 2 anos estudando, trancado no quarto. É muito investimento para não conseguir a vaga."
Claudio Morandi Romano, que assumiu vaga de oficial de Justiça após 9 anos de espera

Eram 1,2 mil vagas, e ele havia passado em 798º lugar. “Quando entrei com o mandado tinham chamado pouco mais de 200 candidatos”, lembra. Após ter seu pedido negado em primeira e segunda instâncias, o STJ reconheceu seu direito à nomeação e ele tomou posse em outubro de 2008. “Foi só choro”, recorda.

Atualmente Romano trabalha no fórum de São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo. No entanto, seu caso está sub judice porque o Tribunal de Justiça de SP recorreu ao STF. “Mas com essa repercussão geral não tem mais o que brigar”, diz.

Derrotas na Justiça
Agora é o dentista Unbelino Jr quem vive a expectativa de ser chamado para a vaga em Caxias. Segundo ele, em 2008, a prefeitura chamou 71 classificados para o cargo e, desde o ano passado, os demais estão sendo convocados somente através de decisões na Justiça.

Outros 18 candidatos para cargos na área de saúde do mesmo concurso, alguns classificados em posições atrás da dele, já conseguiram a nomeação devido ao entendimento de juízes que se basearam em decisões do STJ. Unbelino Jr. entrou com ação em 2009, por meio da Defensoria Pública, um mês antes de acabar a validade do concurso. Assim como Romano, ele também perdeu na primeira e segunda instâncias.

Em 2010, depois que o prazo de validade da seleção foi estendido por mais um ano, ele entrou com mandado de segurança, mas voltou a perder em primeira instância. Seu advogado recorreu e ele aguarda posicionamento do TJ-RJ.
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Cadastro de reserva
Especialistas consultados pelo G1 afirmam que a decisão do STF não se aplica a concursos para cadastro de reserva, somente a vagas definidas no edital. Mas candidatos classificados dentro do cadastro podem recorrer à Justiça em caso de terceirizados ou temporários ocuparem a vaga. Foi o que fez Sérgio Brys de Assis, aprovado em concurso para o cargo de técnico em radiologia da Universidade Federal Fluminense (UFF).

A seleção oferecia uma vaga e formação de cadastro de reserva. Assis passou em 1º lugar, empatado com outro candidato, e, após serem submetidos a critérios de desempate, caiu para o segundo lugar na classificação, já dentro do cadastro de reserva.

O concurso foi homologado em 2006. A validade era de 1 ano e foi prorrogada por mais 1. Porém, em 2008, antes de acabar o prazo do concurso, foi aberta nova seleção para três vagas temporárias no mesmo cargo de Assis. O candidato então entrou com mandado de segurança alegando quebra de direito (de assumir a vaga).
Sergio Brys de Assis entrou com mandado após
órgão lançar nova seleção dentro do prazo validade
da anterior (Foto: Arquivo pessoal)

Assis ganhou a ação em primeira instância, fez exames admissionais, mas o governo recorreu e a ação foi para a segunda instância. Ele teve de aguardar mais um ano até o TJ-RJ dar decisão favorável a ele e assumiu em junho de 2010. “A expectativa era tão grande que eu já tinha toda a documentação pronta”, diz.

Na época, o técnico em radiologia conta que estava estudando para o concurso da Polícia Rodoviária Federal. “Como eu estudava direito administrativo, passei a entender melhor a minha situação.” Para ele, é importante conhecer a própria causa, e “não largar o caso apenas na mão de um advogado”.

Assis diz ainda que o candidato que entrar na Justiça não pode ter medo de sofrer algum tipo de retaliação, como ser reprovado nas etapas admissionais. "Na época eu fiquei com medo, mas a recepção foi muito boa”, lembra.

Prazo para entrar na Justiça
De acordo com o especialista em direito do Estado e administrativo Alexandre Lopes, o candidato que se sentir prejudicado deve entrar com mandado de segurança preventivo - até 120 dias antes do término da validade do concurso - para obter liminar que garanta sua nomeação. Cabe ainda mandado de segurança no prazo de 120 dias após a validade da seleção.

O dentista Unbelino Jr. aconselha quem estiver na mesma situação que a dele a procurar um profissional especializado em concursos porque acredita que isso aumente as chances de obter sucesso na ação. Além disso, sugere que o candidato fique de olho na validade do concurso e em quem está sendo chamado para tomar posse. "No meu caso, mudaram a validade de 2 anos para 1 [ano].”

Se o prazo do concurso acabar e o aprovado não for convocado, ele pode, então, entrar com uma ação ordinária até cinco anos após o fim da validade do concurso. Mas, nesse caso, o processo é mais lento que o do mandado de segurança.